Glossario Libertario

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AQL – Auctoritas Quasi-Legis Princípio tomista de autoridade moral sem coerção estatal, base do direito natural.

AN-CAP – Anarco-Capitalismo Doutrina que defende a abolição da dependência de indivíduos do Estado e o uso de contratos privados e defesa voluntária.

ARISTOTELISMO TOMISTA Corrente filosófica que une a metafísica de Aristóteles à teologia cristã de Tomás de Aquino, fundamentando a lei natural.

BHA – Bens de Hierarquia Absoluta Conceito escotista: valores que não admitem troca ou subordinação, como a vida e a liberdade.

CATALLAXIA Termo de Hayek para designar a ordem espontânea surgida da livre interação de indivíduos no mercado.

COACTIO Coerção; elemento ausente em sociedades libertárias, substituído por responsabilidade contratual.

DUNS SCOTUS Filósofo escolástico que distingue 'necessidade absoluta' e 'consequente', influenciando debates modernos sobre lógica modal.

ETHOS LIBERTATIS Princípio moral que prioriza a autonomia individual sobre a autoridade política.

IUS NATURALE Direito natural, base do libertarianismo clássico, reconhecido antes de qualquer legislação positiva.

MARGINALISMO Teoria econômica que substitui o valor-trabalho pelo valor subjetivo da utilidade marginal.

NOMOS AUTONOMOS Ordem social baseada em leis emergentes e contratos, sem imposição estatal.

ORDO SPONTANEOUS Ordem espontânea; harmonia natural resultante da cooperação livre sem planejamento central.

PACTA SUNT SERVANDA Princípio jurídico: os contratos devem ser cumpridos, base ética do livre mercado.

PRAXEOLOGIA Ciência da ação humana proposta por Ludwig von Mises; estuda decisões individuais livres de coerção.

PROPERTY AXIOM Postulado de auto-propriedade e apropriação original (Locke-Rothbard).

SCOTISMO MODAL Tradição filosófica que diferencia necessidade metafísica e contingência lógica, antecessora da lógica modal moderna.

SUBSIDIARIEDADE Ideia de que decisões devem ser tomadas no menor nível possível de autoridade, preferencialmente individual.

VOLUNTARISMO Ética baseada na cooperação livre e contratos voluntários em vez de coerção legal.

XOR PRINCIPLE Aplicação cibernética libertária: toda escolha implica renúncia a outra, base da escassez e da responsabilidade.

AXIOMA DE ANDERSON Reformulação do argumento ontológico de Gödel feita em 1990 por C. Anthony Anderson, que redefine as noções de essência (Ess*) e divindade (G*) para evitar o colapso modal.

COLAPSO MODAL Problema lógico identificado por Jordan Howard Sobel em 1987, onde toda verdade (φ) torna-se necessariamente verdadeira (□φ), eliminando a distinção entre contingência e necessidade.

ESSÊNCIA (Ess*) Em Anderson, o conjunto exato de propriedades positivas que definem um ser, e não todas as propriedades positivas possíveis, prevenindo a universalização da necessidade.

EXISTÊNCIA NECESSÁRIA (NE*) Condição reformulada na versão Anderson-Fitting para limitar a propagação da necessidade apenas a entidades com essência definida, preservando a contingência modal.

G* – SER DIVINO Definição revisada por Anderson: o ser que possui exatamente as propriedades positivas por definição, evitando o colapso de Gödel-Scott.

LEIBNIZIANISMO MODAL Vertente metafísica que trata da possibilidade e necessidade em termos de mundos possíveis e essências, inspirando o argumento ontológico moderno.

LÓGICA MODAL S5 Sistema lógico usado nas versões formais do argumento ontológico; permite a equivalência entre “possivelmente necessário” e “necessário”.

PROPRIEDADE POSITIVA No contexto de Gödel, uma característica moral ou ontologicamente perfeita. Anderson redefine esse conceito para impedir a propagação indevida da necessidade.

PROVAS AUTOMÁTICAS DE TEOREMAS Ferramentas como Isabelle/HOL e Leo-II usadas por Benzmüller e Woltzenlogel Paleo para verificar formalmente as versões de Gödel, Scott e Anderson.

VERSÃO ANDERSON-FITTING Reformulação de 1990–2016 que combina as restrições modais de Anderson com a formalização lógica de Melvin Fitting, garantindo consistência e ausência de colapso.

ACCOUNT DISPOSICIONALISTA Interpretação proposta por Alexander Pruss: as possibilidades modais derivam das disposições reais dos seres, e não de mundos possíveis abstratos.

BENZMÜLLER–WOLTZENLOGEL PALEO Pesquisadores que demonstraram computacionalmente, entre 2013 e 2016, a consistência da versão Anderson-Fitting e a inconsistência do modelo Gödel-Scott.

MODALIDADE METAFÍSICA Campo que estuda a diferença entre o que é logicamente possível e o que é ontologicamente necessário, base para os argumentos ontológicos formais.

NECESSIDADE ABSOLUTA Termo escotista que designa verdades imutáveis por natureza, em oposição à necessidade consequente — conceito resgatado por Anderson.

NECESSIDADE CONSEQUENTE Condição derivada de causas ou definições específicas; distinta da necessidade absoluta. Central para restaurar a contingência no sistema modal.

ONTOLOGIA FORMAL Estudo matemático das propriedades do ser e sua representação lógica; base dos argumentos de Gödel e suas variantes computacionais.

φ→□φ Forma simbólica do colapso modal, onde toda proposição verdadeira se torna necessariamente verdadeira; o problema central corrigido na revisão de Anderson.

SCOTISMO COMPUTACIONAL Tendência contemporânea que une as distinções metafísicas de Duns Scotus à lógica formal validada por provadores automáticos de teoremas.

TEOLOGIA MODAL Área que explora o uso da lógica modal para descrever atributos divinos e suas implicações metafísicas, unindo filosofia medieval e lógica moderna.

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